Dia 6 – Rubiães a Tui
– 23 km
Um dia com um trajecto previsto consideravelmente curto, mas
sem dúvida dos mais especiais, primeiro porque a paisagem muda radicalmente,
segundo pela travessia da fronteira, ter a consciência que chegamos ao país
vizinho sem necessidade de meios de transporte motorizados dá-nos uma sensação
de vitória. O dia (ainda noite cerrada) começou fresco, bem agradável para
caminhar, como habitual a roupa ia pendurada nas mochilas a secar, motivado
principalmente pelo pouco tempo que estiveram a secar no dia anterior pois um
sujeito com alguma “piada” programou a máquina de lavar para mais de 3h por
causa de dois pares de meias… Para ajudar a confusão matinal, levaram a toalha
de banho da Andreia que estava a secar! Só mesmo antes de arrancarmos é que
apareceu um alemão que a tinha utilizado por engano, tudo para acordarmos em
festa e começar bem o dia! Caminhamos com alguma calma, quase sempre por zonas
muito verdejantes, a quantidade de amoras era impressionante encontramos uma
zona junto a uma fonte onde degustamos uma quantidade considerável, deliciosas,
frescas e bem “à mão de semear”.
Chegamos a Valença quase na hora de almoço e
aproveitamos para almoçar pela última vez desta viagem em território Português.
Almoçamos bem e a sangria bem fresca deu-nos força para suportar o calor que se
fazia sentir, passeamos pelo forte e descansamos algum tempo no forte, no
relvado sobre a sombra das árvores e com uma agradável brisa relaxamos quase
duas horas, com o rio Minho e Espanha como paisagem de fundo. A travessia da
ponte foi o momento mais entusiasmante, carismático e divertido do dia. A
partir deste ponto encontram-se Portugueses, aparentemente a maior parte deles
inicia o seu trajecto de peregrinação aqui. Os poucos quilómetros que tínhamos
de percorrer até ao Albergue de Tui demoram mais que o previsto, o calor era
muito e com a paragem de almoço caminhar custava ainda mais, para dificultar um
pouco mais não se encontram indicações do caminho com a mesma frequência que em
Portugal e não vimos uma única referência para o albergue. Fomos ao ponto de
turismo e afinal o albergue era bem próximo…
Uma conversa rápida com a recepção
e fomos aconselhados a pernoitar no dia seguinte em Mós (teoricamente menos
utilizado e com melhor distribuição das tiradas. Os pais da Andreia vieram
fazer uma visita a Tui, trouxeram um jantar leve que devoramos como uns
alarves! Durante a noite um festival hard metal trouxe animação à vizinhança,
pelo que ouvi comentar calaram-se por volta das 4 horas da madrugada, eu dormi
profundamente, não ouvi absolutamente nada e usufrui de uma noite
verdadeiramente revigorante.
Dia 7 – Tui a Mós – 24
km
A festa gótica a poucos metros do albergue não tirou o sono
a ninguém, pelo que só notamos os elevados decibéis assim que saímos do
albergue durante a madrugada. Acordamos bem cedo e mudamos a nossa filosofia de
caminhada tendo como objectivo chegar ao nosso destino na hora de almoço pois
chegamos à conclusão que era o método mais adequado para nós. A paragem para
almoço permitia relaxar os pés, músculos e estômago, mas arrancar após esta
paragem de tempo grande tornava-se muito penoso, além de que as temperaturas
eram altas ajudando a desidratação, desânimo e aumentando a dificuldade.
Caminhávamos
na escuridão com as lanternas de mineiro ligadas e com um elevado nível de boa
disposição, até que demos pelos narizes a tentar farejar o cheiro de pão
acabado de cozer… Encontramos uma padaria com a porta entreaberta e as luzes
apagadas, batemos à porta e vieram receber-nos com um sorriso! Sonhávamos com
pão quente com manteiga, mas lamentavelmente ainda não tinham pão fresco, os
bolos que estavam no expositor eram do dia anterior e não os queriam vender,
mas de seguida informaram que os croissants tinham acabado de sair do forno,
pelo que, não tardaram nada a aquecer-nos o espírito, estas surpresas são sem
dúvida agradabilíssimas e que adoçam a nossa viagem.
Antes da área industrial
tivemos opção de um caminho alternativo sugerido como “mais interessante”, no
entanto, como queríamos manter o percurso original seguimos as tradicionais
setas amarelas. Esta opção deixou-nos desiludidos pela longa travessia na área
industrial sem interesse com aspeto cinzento e triste, mesmo assim considero
que tivemos alguma sorte por percorrermos esta zona num Domingo pelo que o
trânsito era inexistente e o ruído era pouco. Optamos pela estadia em Mós onde
constatamos que o albergue era agradável, mas pequeno, tivemos sorte pela hora
da chegada que permitiu-nos descansar uma boa parte da tarde. Um grupo com
cerca de quinze escutistas que arrancou de Valença neste dia, chegou ao
albergue às 18h vendo o seu acesso negado, pelo que nos disseram no dia
seguinte que tiveram de caminhar mais 10 quilómetros e pedir alojamento num
posto da polícia que conseguiu ceder um espaço para dormida no quartel dos
bombeiros. É um risco percorrer o caminho de Santiago com um grupo grande caso
pretendam ficar todos no mesmo alojamento. Depois de uma pequena passeata,
muito pequenas pois as bolhas não permitem grandes viagens, sem muitas
alternativas para jantar fomos a um dos dois restaurantes locais em que ambos
disponibilizavam menus de peregrino. Deitar cedo é das melhores opções para uma
boa gestão de esforço e assim o fizemos!
Dia 8 – Mós a Pontevedra
– 32 km
Caminhar junto ao rio pelo meio das ervas altas carregadas
de orvalho, ouvir a natureza a acordar longe dos ruídos da cidade e ver o
nascer do sol a limpar as nuvens do céu acalma-nos o espírito. Numa noite
cerrada e com muito frio matinal eram poucas as luzes artificiais além das
nossas lanternas e uma neblina fantasmagórica. O céu limpo e a praticamente
inexistência de luar permitia contemplar as estrelas e apreciar o suave
amanhecer. Em Espanha somos “obrigados” a esperar pelas 8 ou 9 horas da manhã
para poder tomar um café, agravado ainda pela quantidade diminuta de cafés
existentes, pelo que só em Redondela conseguimos tomar a bebida energética
necessária para acordar definitivamente.
Durante este dia foram muitas as vezes
que percorremos junto da estrada nacional 550 e por diversas vezes fomos
obrigados a atravessá-la, algo curioso, durante este dia percorremos paisagens
fantásticas em trilhos isolados contrastando com zonas citadinas extremamente
movimentadas. Após a travessia do rio Verdugo pela ponte romana aproveitamos
para descansar as pernas na praia fluvial. Um local pitoresco e interessante
com a enseada e a linha de comboio como pano de fundo, após alguma fotossíntese
e um gelado continuamos a nossa caminhada. Pode ser apenas psicológico, mas a
“barreira” dos 30km parece tornar os dias mais longos e um ponto antes desta
distância o cansaço começa a ser refletido por todos os músculos, os pés
começam a ceder e evitamos parar para que a dor provocada pelas bolhas dos pés
não “reaparecer” após as paragens. Quando temos bolhas nos pés os primeiros
minutos de caminhada são os mais dolorosos, com uma sensação de que as dores
provocadas pelas bolhas são mais intensas enquanto estas não acamam, ou seja,
no final dos dias mais longos evitamos ao máximo as paragens.
O albergue de
Pontevedra tem uma enorme sala para muitos peregrinos, os cheiros são
desagradavelmente intensos e o ruído é maior, existe sempre alguém a procurar
algo na mochila, alguém a dormir e consequentemente a ressonar e sempre pessoas
a sair e a entrar, concluindo que os pequenos albergues são mais sossegados e
tranquilos. Com a tarde livre relaxamos um pouco a ir ao centro de Pontevedra e
aproveitando para fazer as compras para o jantar, após isso descansamos pelos
espaços relvados do albergue que já se encontrava totalmente lotado. Vimos
alguns panfletos interessantes, um dos quais em que o caminho de Santiago era
percorrido de barco até Pontecesures. Parecia interessante até perceber que se
tratava de fazer uma distância maior num barco a remos…
Dia 9 – Pontevedra a Caldas
de Rey – 28 km
Atravessar Pontevedra pela madrugada deu-nos uma perspetiva
muito interessante da cidade, a neblina matinal e o silêncio associavam-se aos
filmes de terror e aos momentos que antecedem o aparecimento do assassino,
obviamente era um ambiente curioso, mas extremamente interessante passear por
uma cidade destas, totalmente deserta. O contraste de sair de uma cidade
histórica e regressar ao caminho por entre bosques e a natureza, com pontes
pitorescas e assistir novamente ao nascer do dia e ouvir a vida a despertar,
também nos dá uma nova vida.
Após caminhar uns dez quilómetros, no meio do
“nada” ofereceram um panfleto promocional de pequeno almoço, na aldeia seguinte
a cerca de trinta minutos de caminho. Uma vez que a fome já apertava e mais
ainda a necessidade de um café, paramos para o pequeno almoço em que tinha como
oferta uma lembrança, uma vieira com a mensagem “Una tortuga conoce mejor el camino que una liebre”. Facto curioso,
mas a verdade é que percorrer um caminho a pé dá-nos uma perceção totalmente
diferente e a partir deste momento questionamos dezenas de vezes se ao passar
por um determinado local num veículo motorizado conseguiríamos ter a mesma
visão e valorizar o que calmamente observávamos. Ao fim da manhã encontramos um
peregrino a lavar as suas mantas num tanque público, o que nos intrigou, mas apenas
descobrimos o motivo no dia seguinte. Próximos de Caldas de Rey a Proteção
Civil percorria o caminho de Santiago a questionar os peregrinos e questionava
se estava tudo a correr como expectável e se não tínhamos verificado nenhuma
situação suspeita. Esta questão deixou-nos com um misto de preocupação e
desconfiança, mas esclareceram-nos que era prática habitual e que este
procedimento seria apenas para tranquilizar os peregrinos.
Não eram duas da
tarde e já existia espera para entrada no albergue de Dona Urraca, com nome em honra à mãe de Dão Afonso Henriques. O
local era agradável e como chegamos cedo e praticamente sem dores fomos passear
pela cidade termal em busca das fontes de água quente. Aproveitamos para
colocar os pés de molho e relaxar num tanque para o efeito, a água estava
extremamente quente, mas a sensação psicológica de relaxamento compensava e as
conversas eram à volta do que já tínhamos feito e o quão pouco faltava para
terminarmos a nossa epopeia.
Dia 10 – Caldas de
Rey a Téo – 32 km
Noite mal dormida, conforme nos aproximamos de Santiago o
tamanho dos albergues diminui e o mau cheiro aumenta. A intensidade do cheiro a
suor é imensa e nestes momentos lamentamo-nos por termos de fazer uma
peregrinação destas no final de Agosto. O Eduardo estava com dores nos tendões,
essencialmente provocado pelo peso não ser distribuído por bastões. Foram
necessárias algumas massagens e medicação para conseguir continuar caminho. Os
meus pés já estavam habituados às bolhas e com alguns metros de “aquecimento”
as dores praticamente desapareciam e podia seguir caminho sem dificuldades.
Optamos por uma etapa mais longa e deixar o último dia com uma distância por
percorrer curta, o que se traduziu numa etapa a ultrapassar novamente a
barreira dos trinta quilómetros. Neste dia caminhamos num ritmo praticamente
automático, o cérebro praticamente desliga-se e fica focado apenas em caminhar,
a observação passa a ser automática e parece que alinhamos a nossa energia com
a natureza. Não sei se por este motivo, ao tirar uma foto uma vespa asiática
(não consegui distingui-la, mas posteriormente informaram-me que estava a
verificar-se uma quantidade enorme de vespas nesta região) atacou-me durante um
momento em que estava a tirar uma fotografia, o que se traduziu num voo de
longo alcance do telemóvel, além de ter praguejado mais do que devia...
Este
dia passou rapidamente por mais um misto entre vinhas, montanhas e estradas
movimentadas. O número de peregrinos é significativamente maior e são difíceis
os momentos que percorremos sozinhos. O albergue de Téo deixou-nos totalmente
desiludidos, a nossa chegada à hora de almoço a uma casa com a porta aberta e
clara noção de pouco cuidado deixou-nos com algum receio e principalmente
desconfiança. Mesmo sem ninguém na receção que continha um aviso a indicar que
a abertura seria às 19h, subimos ao primeiro andar e ocupamos os beliches a
nosso gosto. Ao olhar para o teto estranhamos a existência de inúmeras marcas
de sangue em todas as direções, imagem desagradável, que julgávamos ter sido
causada ao longo de longos anos com pouca manutenção, mas estávamos enganados!
Um painel na zona de receção pedia aos peregrinos cuidado acrescido com a
higiene uma vez que estiveram encerrados recentemente motivado por uma
infestação de “chinches”, ao que
subimos novamente ao primeiro piso e lá estavam eles, dezenas (talvez centenas)
de percevejos por todo o lado, nos locais mais recônditos e inesperáveis.
Durante umas duas horas estivemos num misto de entretenimento e fúria com caça
o chinche recorrendo aos bastões,
botas e outros utensílios que nos permitissem resolver o problema o mais
rapidamente possível. A alternativa de ir para outro albergue obrigaria a
caminhar uma distância considerável que ultrapassava as nossas forças pelo que
suportamos em passar a noite nestas condições. Durante a tarde o albergue
encheu rapidamente e entre um largo número de peregrinos Portugueses um casal
Espanhol percorria o caminho com os seus dois filhos. Cada membro familiar
trazia a sua própria mochila, o mais novo deveria ter cerca de 12 anos e assim
que os pais disseram que iriam pernoitar ali, atirou a mochila para o chão e
começou a correr e a saltar. Percorreu-me um sentimento de estranheza e alguma
inveja, as dores de colocar os pés no chão eram muitas e um jovem com toda
aquela energia fez-me sentir totalmente parvo! Felicidade a dele, mas senti que
estaria a gozar com os “velhinhos” como eu…
Jantamos no restaurante mais próximo onde nos reunimos com
um grupo de Portugueses que nos contaram a “história de António”. No dia
anterior cruzámos-nos por um peregrino a lavar mantas num tanque público, um
peregrino que seguia em direção a Fátima ao cruzar-se com este grupo de
Portugueses deu-lhes um pacote de bolachas já semiaberto pedindo para entregar
o mesmo ao peregrino que iriam encontrar uns metros à frente junto a um tanque,
dizendo-lhes que “estas bolachas fazem me falta, mas fazem mais falta a esse
peregrino, por favor dêem-lhe o resto deste pacote”. António de seu nome, era
um Português que após um acidente recebeu a triste notícia de que não iria
voltar a caminhar. Este prometeu a Santiago que se voltasse a andar iria
percorrer os caminhos de Santiago. Assim o fez e já percorria os caminhos há
alguns meses, mas a sua pensão de invalidez que deveria chegar no início do mês
estava atrasada e já perfaziam três dias que dormia ao relento e não tinha
dinheiro para uma refeição quente. Como um azar nunca vem só, após dormir num
banco de jardim envolto nas suas mantas, ausentou-se uns minutos para tratar da
sua higiene num local mais recatado, mas apareceram alguns cães que lhe
urinaram as mantas. A solidariedade fez com que este grupo de Portugueses lhe
desse algum dinheiro que este agradeceu com lágrimas no rosto pelo acesso a uma
noite protegido e a uma refeição quente. São estes momentos que nos apercebemos
de qual o verdadeiro significado do caminho, da partilha, de percorrer uma
viagem e termos a capacidade de aceitar os outros como iguais.
Dia 11 – Téo a
Santiago de Compostela – 18 km
Quando acordei dei conta que a Andreia já estava a pé,
aparentemente há bastante tempo, o pouco que dormiu foi com muito calor de
estar totalmente dentro do saco cama, 100% fechado com receio dos percevejos. Não
ficou apenas pelo receio, a quantidade de percevejos era assustadora, os
bichitos escondem-se nas costuras das mochilas e da roupa piorando o facto de
serem escuros e pequenos, quase imperceptíveis. Perdemos mais de uma hora para
efectuar a análise e limpeza de material antes de o guardar na mochila e
ficamos irritados pelas condições do albergue. A habitual vontade de encontrar
um café para ajudar o despertar era maior que o habitual e o mau humor de uma
noite má dormida estava bem presente.
Ao terminar a subida na última serra
avista-se Santiago de Compostela ao longe, como um postal, com dificuldade
encontramos a catedral que temos como objetivo. A caminhada era bem mais
animada e o episódio dos “chinches” começava a ser esquecido. Entrando em
Santiago as indicações desaparecem, as setas amarelas não se encontram na
cidade e vamos questionando com frequência se seguimos o percurso certo, pois
um erro numa caminhada é pago não só em tempo como em esforço. Finalmente a
população aumentava e notávamos que estávamos próximos do centro, paramos num
posto de turismo em que a funcionária destacou as várias possibilidades das
diversas entradas dos caminhos de peregrinação até à catedral.
Chegamos à
catedral!!! O peso da mochila sai-nos das costas e respiramos profundamente, os
sorrisos dos peregrinos em nosso redor é contagiante, também nós sorrimos,
também nós pousamos o nosso fardo e ficamos a contemplar a catedral. Na
realidade não é na catedral que a nossa mente está focada, mas sim em todo o
caminho que percorremos nestes dias, nas histórias que cravamos na mente e na
beleza tão simples de caminhar. Dirigimos-nos à secretaria para recebermos a
merecida Compostela, pelo caminho fomos à fonte dos cavalos para regressarmos a
Santiago de Compostela. Na fila de espera da secretaria observamos os rostos
dos peregrinos que aguardam o certificado, entram com um sorriso, saem com
lágrimas de felicidade abraçando os seus amigos. Chega a minha vez, perguntam
porque motivo fiz o caminho e respondo quais razões me levaram a esta viagem.
Questionam qual o meu nome, a funcionária que me atende escreve-o em latim na Compostela,
lê-o em voz alta, coloca o último carimbo na credencial e entrega-me com um
largo sorriso. Por vezes não são necessárias palavras para transmitir
sentimentos, os olhos cintilam e ao chegar ao exterior dou um forte abraço à
minha esposa. A nossa etapa terminava aqui, mas a nossa viagem ainda está no
início…
Considerei esta experiência das mais interessantes que fiz
até hoje, as paisagens que vimos, os trilhos que percorremos, a partilha de
experiências e todas as motivações que nos levam a percorrer o “caminho”
faz-nos crescer. Cada um tem os seus motivos, cada um percorre o caminho a seu
ritmo, esteja este sozinho ou acompanhado. Foram muitos os momentos em que as
dores nos pés eram intensas, mas nem por um segundo ponderei desistir. Mais uma
vez reaprendi que o importante nunca é o destino, mas sim a viagem…
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